Finanças

Como se livrar de grandes dívidas.

Você já parou para pensar quais alternativas teria à disposição, caso sua situação financeira saísse do controle e tivesse grandes dívidas para pagar?

Gastar sem planejamento ou passar por situações imprevistas, como casos de doença, podem resultar em dívidas altíssimas e, muitas vezes, em desespero. O problema é que isso pode fazer parte da vida de qualquer pessoa.

Por isso, para ajudar a colocar a sua vida financeira em ordem, compartilhamos algumas dicas para você escapar de dívidas. Confira!

Amortize a dívida, não pague apenas juros

Em qualquer dívida, uma parte da parcela é composta por juros e outra parte corresponde ao pagamento do valor real do bem adquirido (o principal, a amortização). Assim, por exemplo, se você tem uma dívida de 100 mil reais, com taxa de juros de 2% ao mês, por exemplo, a primeira parcela terá 2 mil reais só de juros.

Parece alto, não? E quanto mais o tempo passa, pior fica a situação. Por isso, o ideal é que você tenha disponível o montante capaz de pagar pela totalidade dos juros e também pela amortização, evitando assim o acúmulo da parcela de juros não paga ao saldo devedor.

É fundamental pensar nessa lógica para evitar o surgimento do chamado efeito “bola de neve”, em que sua dívida aumenta descontroladamente de forma que você não tem mais condições para pagá-la.

Avalie sua capacidade de pagamento

O controle financeiro deve fazer parte da sua vida, independentemente da situação em que você se encontra. Você pode contar com recursos para facilitar esse processo, como aplicativos específicos e softwares.

Com eles em mãos, faça um levantamento de todas as suas dívidas e dos juros cobrados sobre elas. Analise quanto recebe, subtraia as despesas fixas e libere uma quantia mensal para honrar as parcelas, lembrando que esta quantia deve abranger o pagamento do principal e também da amortização, como citamos acima.

Uma estratégia é trabalhar com a regra dos 50-15-35, na qual você destina 50% do dinheiro ganho mensalmente com o pagamento de despesas fixas, como o aluguel da casa ou os custos escolares, 15% para prioridades financeiras, no caso, o pagamento de dívidas, e 35% para a manutenção do estilo de vida.

É bom lembrar que, diante de situações que exijam cortes, como no caso de dívidas mais altas, seguindo essa regra, você pode se concentrar nos 35% destinados aos gastos não essenciais, para tornar maior a parte destinada a prioridades financeiras, sem que isso comprometa tanto a sua qualidade de vida e a de sua família.

Troque dívidas caras por dívidas baratas

Uma boa alternativa quando você deve para mais de um credor, ou os juros que você paga estão altos demais, é unificar tudo em uma única dívida, um empréstimo, com juros menores.

De acordo com dados da Associação Nacional dos Executivos de finanças (Anefac) as taxas de juros no mercado de crédito custam, em média, 13,34% ao mês no cartão de crédito, 12,29% ao mês no cheque especial e no comércio chegam a 5,65% ao mês.

Assim, a estratégia é solicitar linhas de crédito com juros mais baixos, como é o caso do crédito consignado, que custa em média 1,8% ao mês e é descontado em folha ou o empréstimo pessoal, que cobra em média 3,04% ao mês.

Você pode ainda solicitar descontos nas taxas junto à instituição bancária com a qual já possui relacionamento, por exemplo, ou, procurar outra instituição que ofereça juros menores, fazendo a portabilidade da dívida para outro banco.

Entendendo a lógica por trás das possibilidades de empréstimos, você consegue se reorganizar melhor para arcar com suas despesas. Nesse caso, procure se informar sobre as oportunidades disponíveis para resolver o quanto antes o seu problema, mesmo que para tanto você tenha que mudar de banco ou procurar por outra solução financeira.

Apresente garantias

No geral, as modalidades de crédito mais vantajosas para os devedores são aquelas que você pode oferecer um bem que possui como garantia.

O crédito consignado tem como garantia o seu salário, e pode ser uma opção caso tenha estabilidade ou a empresa possua convênio com uma instituição financeira. Procure o seu empregador para se informar em relação a essa possibilidade.

Já o refinanciamento, tem como garantia um bem já quitado (imóvel ou carro). O de imóvel é indicado para dívidas altas, já que o valor do empréstimo é de cerca de 50% do valor do imóvel. Esta modalidade tem taxas de juros entre 1 e 1,2% ao mês e prazos de pagamento de 15 anos, em média.

Priorize as dívidas mais nocivas

Algumas dívidas podem acarretar a suspensão dos serviços, como é o caso da conta de luz, gás e água. Outras na perda de patrimônio e até mesmo em punições na esfera criminal, como é o caso do não pagamento de pensão alimentícia, ou de sonegação de impostos, por exemplo. Estas devem ser as primeiras a serem quitadas, independentemente da situação em que você se encontra.

Crie uma lista com suas prioridades. No caso de você ter problemas como a luz cortada, isso pode representar um prejuízo enorme do ponto de vista emocional, pois atinge a sua família de uma maneira direta.

Por isso, esteja sempre em dia com suas obrigações, procurando sempre alternativas para evitar os atrasos. Entretanto, em casos em que isso se tornar inevitável, concentre-se em pagar as dívidas mais nocivas primeiro.

Renegocie, mesmo que por via judicial

Para tirar seu nome da lista de inadimplentes você não precisa necessariamente quitar a dívida, como mencionamos acima. Basta negociá-la e começar a pagar conforme acordado com o credor.

Aqui é fundamental que você saiba qual é a sua real capacidade de pagamento e assumir uma parcela compatível com seu orçamento, sem que acabe no sufoco novamente. A renegociação pode levar tempo.

Se os juros ou as condições de pagamento da dívida em questão forem abusivos, você pode recorrer a uma renegociação judicial. Neste caso, é recomendado solicitar a ajuda de um advogado especializado neste tipo de negociação, para recalcular a dívida.

É preciso avaliar o caminho mais vantajoso, se negociar com o credor diretamente ou entrar com uma ação judicial e fazer valer seus direitos.

Pense na hipótese de vender bens para amortizar a dívida

O ideal é que você tenha a exata dimensão da importância dos bens materiais na sua vida. Nesse caso, vender o carro pode ser uma alternativa interessante, uma vez que demanda gastos e seu valor deprecia com o tempo.

Esse é um tipo de pertence que pode ser substituído por recursos mais econômicos. Caso você não more muito longe do trabalho, é possível se adaptar a ir até ele caminhando. Da mesma forma, você pode usar uma bicicleta para ir pedalando até o escritório.

Por fim, antes de pensar em vender o imóvel, compare o valor da dívida com o valor do imóvel. Se for menor ou igual a 50%, é mais indicado refinanciar.

Após conhecer essas dicas, tente enxergar qual a melhor situação que caiba ao seu momento financeiro. Tomar a atitude certa perante dívidas é um passo certeiro para ajudar você a se recuperar financeiramente. Assim, seu nome no mercado não fique comprometido.

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